Entre os vários estudos e avaliações de riscos feitos normalmente pelas empresas, o risco de incêndio talvez seja um dos mais complexos de ser avaliado e de se ter um plano de gerenciamento devidamente implementado. Tome como exemplo uma edificação antiga, cujo dono queira saber a condição de segurança em relação a um incêndio. Ele terá 3 opções: 1- Ignorar o problema e esperar que nunca haja um incêndio; 2- Transferir o risco, ou seja, desembolsar recursos para fazer um seguro; 3- Contratar um especialista para efetuar uma vistoria minuciosa do ponto de vista elétrico, materiais de construção, produtos armazenados, etc., comparando a situação real do local contra as legislações pertinentes (NBRs, Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros, Código de Obras local, Normas Regulamentadoras, etc.).
Das opções apresentadas, a terceira é a mais abrangente, mas caso não seja imposta e fiscalizadas por algum órgão regulador, dependerá totalmente da vontade do proprietário e da disponibilização de recursos. Os casos do incêndio da Boate Kiss (Janeiro/2013), Canecão BH (Nov/2011), Edifício Andorinha – RJ (Fevereiro/1986) são alguns dos muitos exemplos de uma falta de avaliação, entendimento e planejamento para uma situação de incêndio. Em indústrias, onde normalmente há presença de materiais inflamáveis e combustíveis em grande quantidade, possuir um Plano de Gerenciamento de Riscos de Incêndio eficaz é, de longe, o mais efetivo meio contra perdas organizacionais.
Esse tópico aborda, entre outros pontos:
- Importância do Plano de Gerenciamento de Riscos de Incêndio.
- Revisão da Norma Regulamentadora NR-23.
- Conteúdo de um bom Plano de Gerenciamento de Riscos de Incêndio.
- Importância da capacitação de pessoal e simulados de emergência.
- Sistemas de Proteção e Rotas de Fuga.
- Identificação dos suportes externos nos casos de Incêndio.
- Envolvimento da comunidade local.
- Plano de Segurança para sites onde há produtos químicos controlados pelo Exército Brasileiro.
- CIPA e Brigada de Incêndio.
